A excelência operacional começa pelo conhecimento.

Do outro lado desta porta, um sistema que não para: água e esgoto de milhares de pessoas passando por decisões tomadas nesta sala.
A sala, os monitores e as pessoas que fazem o turno.



Objetivo: entender o papel do CCO e como ele sustenta a operação do sistema no dia a dia.
O Centro de Operação Integrado (COI) conecta informações, equipes e tecnologia para monitorar, 24 horas por dia, os sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.
Na água, acompanha o sistema da captação à distribuição. No esgoto, monitora a coleta, o bombeamento e o tratamento.
Essa visão integrada transforma dados operacionais em decisões que garantem continuidade, segurança, saúde pública e proteção ambiental.
Núcleos especializados atuando de forma integrada.

Monitoramento contínuo dos sistemas de abastecimento e tratamento das ocorrências.

Planejamento, programação e análise das ordens de serviço e das equipes de campo.

Perdas, eficiência energética, modelagem e indicadores.
Núcleo do COI responsável pelo acompanhamento em tempo real da operação.
Operadores monitoram equipamentos, reservatórios, elevatórias, sistemas produtores e demais ativos.
Interpreta alarmes, executa comandos remotos, acompanha indicadores e apoia as equipes de campo.
Garantir a continuidade, a segurança e a eficiência da operação por meio do monitoramento contínuo, da análise das informações e da coordenação das ações necessárias.
Acompanhar em tempo real reservatórios, bombas, vazões e pressões do sistema.
Interpretar dados e alarmes para identificar desvios antes que virem ocorrências.
Executar comandos remotos e acionar as equipes de campo quando necessário.
O abastecimento depende da atuação conjunta de várias áreas — e o operador é o elo entre elas.
Realiza manobras, inspeções e acompanha o funcionamento do sistema.
Captação, tratamento e controle da qualidade da água produzida.
Executa reparos em redes, ramais e demais estruturas operacionais.
Mantém bombas, motores, painéis elétricos e demais equipamentos.
Transformar informação em decisão.
Observa vazões, níveis e pressões ao longo do dia.
Percebe desvios do padrão antes que virem ocorrência.
Avalia a criticidade e distingue o real do falso positivo.
Lê a evolução dos dados para antecipar problemas.
Aciona as áreas certas com informação clara e objetiva.
Documenta o que ocorreu e as ações tomadas.
Fornece o subsídio técnico para a decisão operacional.

Competências técnicas e comportamentais caminham juntas.
Operar um sistema de abastecimento é assumir o compromisso de prestar um serviço essencial para hospitais, escolas, indústrias, comércios e residências.
Água é insumo crítico para atendimento, higienização e segurança dos pacientes.
Abastecimento regular garante higiene e permanência dos alunos em aula.
Processos produtivos e serviços dependem de vazão e pressão estáveis.
Consumo, higiene e saúde das famílias atendidas todos os dias.
Objetivo: compreender as etapas e a influência do CCO na continuidade do abastecimento.
Conjunto de instalações, equipamentos e processos responsáveis por captar, tratar, transportar, armazenar e distribuir água potável.
Existe uma infraestrutura complexa operando continuamente para garantir qualidade, quantidade e segurança.

Fonte de onde a água é retirada.
Rios, lagos, barragens, reservatórios naturais e aquíferos.
Qualidade da água influencia diretamente o tratamento.

Conduzir água bruta do manancial ao tratamento.

Por gravidade ou por bombeamento.

Bombas, vazões e condições operacionais.
Tubulações que levam grandes volumes de água até a ETA.
Rompimentos e falhas em bombas reduzem a água disponível.
Menor disponibilidade pode comprometer a produção.
Transformando água bruta em água potável.

A água bruta chega pela calha Parshall, onde a turbulência faz a mistura rápida do coagulante.

Mistura lenta que forma os flocos maiores.

Os flocos se depositam no fundo do tanque.

Camadas de areia retêm as partículas restantes.

Inativa microrganismos patogênicos e reduz os riscos sanitários.

Dosagem de flúor conforme o padrão de potabilidade.
Após o tratamento, a água segue por adutoras até reservatórios ou diretamente para determinadas regiões.
Essas tubulações funcionam como rodovias que transportam água tratada para diferentes pontos do sistema.
A adução tratada conecta a produção ao armazenamento e à distribuição.


Vencer diferenças de altitude e transportar água para locais elevados.
Utilizam conjuntos motobomba para impulsionar a água.
Funcionamento monitorado continuamente pelo CCO.
Os mesmos ativos que aparecem no supervisório, vistos de perto.
Conjunto motobomba, painel e linha de recalque.
O nível que você acompanha na tela, no concreto.
Onde a água bruta vira água potável.
A ponte entre o ativo em campo e o supervisório.

Grandes tubulações que levam a água dos reservatórios para as regiões da cidade.

Distribui a água pelas ruas dos bairros, ligando-se à rede primária.

Ligações que levam a água da rede até o hidrômetro de cada imóvel.
Todo o sistema existe para fornecer água tratada de forma contínua, segura e com qualidade.
Abastecimento sem interrupções, 24 horas por dia, em todas as áreas atendidas.
Água dentro dos padrões de potabilidade, monitorada em todas as etapas.
Pressão adequada, sem turbidez e com o padrão esperado na torneira.
O operador visualiza em tempo real:

Cada equipamento, tubulação e reservatório desempenha uma função específica.
Nenhum componente trabalha de forma isolada: uma falha se propaga pelo sistema.
Compreender a integração é o primeiro passo para operar com segurança.
Operar com essa visão do todo é o que diferencia a atuação do Centro de Operação Integrado.
Objetivo: compreender coleta, transporte, tratamento e a atuação do CCO na prevenção de extravasamentos.
Conjunto de estruturas, equipamentos e processos responsáveis por coletar, transportar, tratar e destinar adequadamente o esgoto sanitário.
O sistema opera continuamente para evitar refluxos e extravasamentos, proteger a saúde pública e reduzir impactos ambientais.


Recebe o esgoto das ligações prediais e o transporta, normalmente por gravidade, até coletores, elevatórias ou a ETE.
Poços de visita permitem inspeção, limpeza e desobstrução. A água da chuva não deve ser direcionada à rede de esgoto.

Vencer pontos baixos e limitações topográficas quando a gravidade não é suficiente.

O poço úmido recebe o esgoto; as bombas partem conforme o nível e enviam o fluxo pela linha de recalque.

Nível do poço, bombas, energia, comunicação, corrente e alarmes de nível alto.
As etapas variam conforme a tecnologia adotada.

Grades e peneiras removem sólidos; a desarenação retém areia.

Separa sólidos sedimentáveis, quando prevista no processo.

Microrganismos reduzem a matéria orgânica do esgoto.

Separa o lodo biológico do líquido tratado.

Reduz organismos e poluentes remanescentes, quando necessário.

Concentra, desidrata e prepara o lodo para destinação adequada.
O operador visualiza em tempo real:

No esgoto, rapidez com análise reduz riscos sanitários, ambientais e operacionais.
Validar o alarme por tendências, redundância, comunicação e informações de campo.
Identificar o ativo, o impacto a montante e o tempo disponível antes de um possível extravasamento.
Agir conforme a autonomia, mobilizar equipes, comunicar e registrar a ocorrência.
Ocorrências no esgoto podem evoluir rapidamente e exigir uma resposta coordenada.
O nível do poço sobe e a redundância pode ser comprometida.
Elevatórias e unidades de tratamento podem parar.
Aumenta o risco de refluxo e extravasamento.
Elevam a vazão afluente e podem sobrecarregar o sistema.
Após chuva intensa, o nível do poço úmido sobe continuamente. Uma bomba está operando, a segunda apresenta falha e há risco de extravasamento.
Quais dados confirmam a gravidade da situação?
Qual é a redundância disponível?
Quais áreas ou ativos a montante podem ser afetados?
Quais equipes devem ser mobilizadas?
Quais ações e comunicações devem ser priorizadas?
Objetivo: relacionar teoria e prática para interpretar o comportamento do sistema.
A hidráulica explica o comportamento da água dentro do sistema.
Qualquer ação do operador altera o comportamento hidráulico do sistema.
Ligar, desligar ou alterar a rotação muda vazão, pressão e níveis de reservatórios.
Compreender esses conceitos permite antecipar efeitos antes de agir.

Entendendo a direção do fluxo da água.
Tudo o que está antes do ponto observado.
Tudo o que está depois, seguindo o caminho da água.
Mude o ponto de observação e os dois lados mudam junto.
Quantidade de água que passa por um ponto da tubulação em determinado tempo.
Indica quanto o sistema está produzindo ou transportando.
L/s m³/h m³/dia
ETA produz 600 L/s: 600 litros por segundo deixam a estação.


A diferença de energia hidráulica permite o deslocamento da água pelo sistema.
Diferenças de nível podem movimentar a água por gravidade.
A água escoa do ponto de maior para o de menor energia hidráulica.
Reservatórios elevados mantêm pressão e permitem a distribuição por gravidade.
Pense em uma bola no alto de uma ladeira. Se você soltá-la, ela desce sozinha.
Com a água acontece algo parecido: ela segue naturalmente para os locais mais baixos.
Pressão é a força exercida pela água por unidade de área. Nos sistemas de abastecimento, é normalmente expressa em metros de coluna d'água (mca).
A pressão permite que a água percorra as tubulações e alcance os consumidores, inclusive em regiões mais distantes ou elevadas.
Pressão insuficiente pode causar baixa pressão ou desabastecimento. Pressão excessiva aumenta o risco de vazamentos e rompimentos.
É a energia por unidade de peso que a bomba fornece à água para transportá-la entre a sucção e o recalque. É expressa em metros de coluna d'água (mca).
Diferença de altitude entre os pontos de sucção e recalque.
Pressão disponível na sucção e pressão necessária no recalque.
Resistências provocadas pelo atrito nas tubulações e pela passagem em válvulas, curvas e conexões.
É a redução da energia hidráulica causada pelo atrito da água com as tubulações e pela passagem em válvulas, curvas, conexões e outros componentes.

Alterações em um fator normalmente afetam os demais.
Reservatório principal baixa por três horas; a ETA mantém produção; não há alarmes elétricos; o consumo aumentou pelo calor.
O problema está na produção ou na demanda?
Quais dados devem ser analisados antes de qualquer comando?
É necessário alterar a operação das bombas?
Há risco de desabastecimento?
Às 10h00, uma bomba da captação entra em falha.
Qual será o primeiro impacto?
A ETA continuará operando normalmente?
O que poderá acontecer com os reservatórios?
Quais regiões poderão ser afetadas?
Que informações o operador precisa analisar antes de agir?